Confissões do Pastor
Não careço confessar ninguém, ó Pai
Não preciso dar nome aos bois
Não preciso nomear cada um
Dos demônios que em mim habitam
Quem o saberá senão eu mesmo?
Não há sacrifício nenhum a se fazer
Não há puta nenhuma na praça pública
E qual homem lhe apedrejaria
Em plena luz de meio dia
Sob a Cruz de Ferro na Praça do Papa
Basta eu cavar um poço, sedento
Dar-me-ei de cara com minha própria face
Suja na lama
Eu tomo um cálice de sangue do próprio punho
Por ilação de que todos, sem exceção,
Carecemos da Luz na Escuridão.
Por Júlio César Diniz
Não preciso dar nome aos bois
Não preciso nomear cada um
Dos demônios que em mim habitam
Quem o saberá senão eu mesmo?
Não há sacrifício nenhum a se fazer
Não há puta nenhuma na praça pública
E qual homem lhe apedrejaria
Em plena luz de meio dia
Sob a Cruz de Ferro na Praça do Papa
Basta eu cavar um poço, sedento
Dar-me-ei de cara com minha própria face
Suja na lama
Eu tomo um cálice de sangue do próprio punho
Por ilação de que todos, sem exceção,
Carecemos da Luz na Escuridão.
Por Júlio César Diniz
