terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Belém é aqui...
Belém é bem aqui, na vida de tantas “marias”
Ainda hoje lhes são negadas, um pouso ou moradia
Suas dores, mais que do parto, são constantes no dia a dia
Belém é logo ali, no caminho do imigrante
Que foge da guerra e do opressor, a José semelhante,
Procurando oportunidade em pátria tão distante.
Belém é acolá, no berço do recém-nascido,
Se lhes falta enxoval e de tudo é desprovido,
Não lhe falta o principal: amor e afeto envolvido.
Belém é qualquer lugar, que congrega toda gente
Qual reis magos que partiram, do longínquo oriente
simbolizando povos e raças, tendo luz de Cristo à sua frente.
Belém é meu país, pois Herodes ainda governa,
Perseguindo os mais pobres, desigualdade perversa
Poder público corrupto, tirania moderna.
Belém é além, donde se celebra fartura,
Mas no vizinho se constata, absoluta penúria,
A caridade fica de lado, separando as criaturas.
Belém é muito mais, do que chamam de “magia”,
Aniversariante ignorado, justamente no seu dia,
Sua palavra esquecida, vale mais quem tem quantia.
Belém, porém não é, essa lógica do mercado
Onde se usa a fé, num consumismo exacerbado,
O presépio assegura: era outro, o recado.
Depois de tanto tempo, Belém ainda é sinal,
Que na pobreza e humildade, se vive o natal
O presépio nos ensina: "o de Jesus foi igual!"
Não era pra ser um dia, o evento de Belém,
Sua mensagem permanente, do tempo não é refém,
Deus visita a humanidade: paz na terra aos homens de bem.
Por fim se conclui, que Belém não é um lugar,
Com estrada e indicação, ou no mapa se pode achar.
Belém se chega com o coração, onde Cristo quer morar.
Autoria: Aguiberto Lima Porto.
terça-feira, 30 de outubro de 2018
EU CHOREI
Chorei pelo ódio revelado.
Chorei pelo cristianismo falsificado.
Chorei pela Bíblia convenientemente distorcida .
Chorei pelos irmãos deletados.
Chorei pelo cristianismo falsificado.
Chorei pela Bíblia convenientemente distorcida .
Chorei pelos irmãos deletados.
Chorei pelas amizades rompidas,
chorei pelos “amigos” que descobri,
chorei pela família estremecida,
chorei pelo caos estabelecido.
chorei pelos “amigos” que descobri,
chorei pela família estremecida,
chorei pelo caos estabelecido.
Chorei pelas armas apontadas,
chorei pelo Brasil tinto de sangue,
chorei pelo riso frio diante dos mortos,
chorei pelas viúvas, pelos pais e os órfãos.
chorei pelo Brasil tinto de sangue,
chorei pelo riso frio diante dos mortos,
chorei pelas viúvas, pelos pais e os órfãos.
Chorei por mim e pelo nosso Brasil,
chorei pelo amor esquecido,
chorei pela igreja sem sal, sem luz.
Chorei, pranteei, até a exaustão.
chorei pelo amor esquecido,
chorei pela igreja sem sal, sem luz.
Chorei, pranteei, até a exaustão.
30.10.2018
Por Guiomar Barba.
Por Guiomar Barba.
segunda-feira, 18 de junho de 2018
Confissões do Pastor
Não careço confessar ninguém, ó Pai
Não preciso dar nome aos bois
Não preciso nomear cada um
Dos demônios que em mim habitam
Quem o saberá senão eu mesmo?
Não há sacrifício nenhum a se fazer
Não há puta nenhuma na praça pública
E qual homem lhe apedrejaria
Em plena luz de meio dia
Sob a Cruz de Ferro na Praça do Papa
Basta eu cavar um poço, sedento
Dar-me-ei de cara com minha própria face
Suja na lama
Eu tomo um cálice de sangue do próprio punho
Por ilação de que todos, sem exceção,
Carecemos da Luz na Escuridão.
Por Júlio César Diniz
Não preciso dar nome aos bois
Não preciso nomear cada um
Dos demônios que em mim habitam
Quem o saberá senão eu mesmo?
Não há sacrifício nenhum a se fazer
Não há puta nenhuma na praça pública
E qual homem lhe apedrejaria
Em plena luz de meio dia
Sob a Cruz de Ferro na Praça do Papa
Basta eu cavar um poço, sedento
Dar-me-ei de cara com minha própria face
Suja na lama
Eu tomo um cálice de sangue do próprio punho
Por ilação de que todos, sem exceção,
Carecemos da Luz na Escuridão.
Por Júlio César Diniz
segunda-feira, 12 de março de 2018
Mestre,
queria lhe perguntar algo: como faço para não me aborrecer com as pessoas?
Algumas
falam demais, outras são maldosas e invejosas. Algumas são indiferentes. Sinto
ódio das que são mentirosas e sofro com as que caluniam".
"Viva
como as flores", advertiu o mestre. "Mas como? Como é viver como as
flores?", perguntou a jovem.
"Repare
nestas flores" continuou o mestre, apontando os lírios que cresciam no
jardim.
"Elas
nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo
malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da
terra manche o frescor de suas pétalas. Não é sábio permitir que os erros e
defeitos dos outros a impeçam de ser aquilo que Deus espera de você".
Precisamos
entender que os defeitos deles, são deles e não seus... Se não são seus, não há
razão para aborrecimentos.
Exercitar a
virtude é rejeitar todo mal que vem de fora. Isso é viver como as flores.
Você não
precisa focar nos erros alheios, justificando assim sua insatisfação com a vida
e as circunstâncias.
Tire a boa
parte do adubo que chega até você! Seja uma flor cujo aroma é agradável aos que
estão ao seu redor.
Exale esse
aroma...
Não deixe
que o seu foco esteja no adubo...
Autor? Desconheço.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
DEIXE-ME SER EU
Não queira fazer de mim um livro,
onde desenhes a teu gosto,
colorindo com tuas cores preferidas
o que é apenas meu querer.
Não tentes silenciar-me — pois já descobri
a importância das vozes ao meu ouvido.
Aprendi a discerni-las — posso escolher
falar como gralhas ou cantar melodias.
Compreendo que um grande ego
gera uma vida pequena, sem luz.
Percebo também que, nos escombros /
do meu ser, residem experiências.
Entende, pois: nossa cognição
é raiz de nossas profundas diferenças.
Somos de uma mesma espécie,
mas nunca de um mesmo saber.
Por Guiomar Barba
10.02.2018
Não queira fazer de mim um livro,
onde desenhes a teu gosto,
colorindo com tuas cores preferidas
o que é apenas meu querer.
Não tentes silenciar-me — pois já descobri
a importância das vozes ao meu ouvido.
Aprendi a discerni-las — posso escolher
falar como gralhas ou cantar melodias.
Compreendo que um grande ego
gera uma vida pequena, sem luz.
Percebo também que, nos escombros /
do meu ser, residem experiências.
Entende, pois: nossa cognição
é raiz de nossas profundas diferenças.
Somos de uma mesma espécie,
mas nunca de um mesmo saber.
Por Guiomar Barba
10.02.2018
sábado, 13 de janeiro de 2018
APRENDENDO COM MEU PASSARINHO
Hoje, logo cedinho, vi meu passarinho.
Ele veio chupar caju e brincar nos galhos.
Não importa se há sol ou céu nublado,
ele desfruta da vida com intensidade.
Ensina-me a cantar em meio à tempestade,
mostra-me como é bom sorrir,
entre galhos verdes, secos, amarelados,
saboreando a vida em suas fases.
Ensinou-me que a minha melhor companhia
sou eu mesma — desnuda, vibrante.
Percebi, então, que não há solidão,
quando o silêncio canta suas canções.
Por Guiomar Barba
13.01.2018
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