quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

 


                                            ESTOU NO ÚLTIMO VAGÃO
Todos os anos os papais do Martín

Levavam-no para a avó,
para passar as férias de verão,
e eles voltavam para casa
no mesmo trem no dia seguinte.
Um dia a criança disse aos pais:
′′ Já estou crescido.
Posso ir sozinho para casa da minha avó?".
Depois de uma breve discussão
Os pais aceitaram.
Eles estão parados esperando a saída do trem. Despedem-se do seu filho dando-lhe
algumas dicas pela janela,
Enquanto Martin lhes repetia:
′′ Eu sei
Já me disseram isso mais de mil vezes ".
O trem está prestes a sair
e seu pai murmurou aos ouvidos:
′′ Filho, se você se sentir mal ou inseguro,
Isso é para você!".
E ele colocou algo no bolso dele.
Agora o Martin está sozinho,
sentado no trem como queria,
sem seus pais pela primeira vez.
Admira a paisagem pela janela,
Ao seu redor alguns desconhecidos se empurram,
Fazem muito barulho.
Eles entram e saem do vagão.
O supervisor faz alguns comentários
sobre o fato de estar sozinho.
Uma pessoa olhou para ele com olhos de tristeza.
Martin agora está se sentindo mal
a cada minuto que passa.
E agora ele está com medo.
Abaixou a cabeça e...
se sente encurralado e sozinho,
com lágrimas nos olhos.
Então lembra-se que o pai
Lhe colocou algo no bolso dele.
Tremendo, procurou o que o pai lhe colocou.
Ao encontrar o pedaço de papel leu-o,
nele está escrito:
′′ Filho, estou no último vagão!”
Assim é a vida,
Nós devemos deixar nossos filhos ir embora.
Nós devemos confiar neles.
Mas nós sempre estaremos
no último vagão, vigiando,
caso eles tenham medo ou caso eles encontrem
obstáculos e não saibam o que fazer.
Temos que estar perto deles,
enquanto ainda estivermos vivos,
O filho sempre precisará dos seus pais.
(Desconheço o autor)
Revisado e atualizado por
Marcus Vinicius Keche Weber

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

 

                                 SURFISTAS DE ENSEADA DOS CORAIS


Deslizam sob espumas brancas, as surfistas,
vestidas de bronze, coroadas de sol.
Cobertas de espumas, ressurgem nas ondas, 
Domando as agitadas vagas do mar.

Soberanas, bem talhadas e resolutas,
sobre suas pranchas coloridas, dançam.
Donas do surfe, conhecem o segredo
da eustasia do mar que jamais cansa.

Entre surfistas malhados e experientes,
elas dançam nas ondas, no bamboleio do mar.
Não temem tempestades ou fortes ventos:
São rainhas da Enseada dos Corais a brilhar.

 Por Guiomar Barba
08.02.2021