sábado, 20 de novembro de 2021

 


MEU MUNDO

Não me digas nada — silêncio e calma —
apenas penetra a minha alma,
quando os teus olhos buscarem os meus,
e eu te revelar um segredo.
Talvez não entendas o que há no sentido;
meu segredo é meu — ficará escondido.
Aprendi a viver comigo, enfim,
a ouvir o rumor da minha alma.
Às vezes o medo vem de repente,
das sombras escuras que passam silentes,
do seu silêncio assustador,
ou dos seus passos que se aproximam
Gosto da solidão do meu mundo, converso com ela num tom profundo.
Ela sempre se vai de mansinho a vagar,
mas sei — um dia — há de voltar. Guiomar Barba

quinta-feira, 22 de julho de 2021

 



El poema más hermoso del Nayarita Amado Nervo

En Paz
Muy cerca de mi ocaso,
yo te bendigo, vida,
porque nunca me diste
ni esperanza fallida,
ni trabajos injustos,
ni pena inmerecida.
Porque veo al final
de mi rudo camino
que yo fui el arquitecto
de mi propio destino.
Que si extraje las mieles
o la hiel de las cosas,
fue porque en ellas puse
hiel o mieles sabrosas:
cuando planté rosales,
coseché siempre rosas.
Cierto, a mis lozanías
va a seguir el invierno:
¡mas tú no me dijiste
que mayo fuese eterno!
Hallé sin duda largas
las noches de mis penas;
mas no me prometiste
tan sólo noches buenas;
y en cambio tuve algunas
santamente serenas...
Amé, fui amado,
el sol acarició mi faz.
¡Vida, nada me debes!
¡Vida, estamos en paz!! 💕

segunda-feira, 10 de maio de 2021

 





LUTO

(Em memória do meu irmão Jadiel Rocha que partiu em 03.04.2021).

Luto são lágrimas abundantes.
É uma dor lancinante,
é uma agonia incessante,
é uma saudade agonizante,
um medo de ser.

Luto é um pavor da ausência,
um tempo irreparável,
do que se deixou de viver.
Luto é um abraço no vazio,
um olhar perdido na escuridão.

Luto é a punhalada da morte,
o manto negro sufocando,
a alma ofegante.
Não existe consolo em palavras —
O luto pede o silêncio do amor.

Luto é a dor que me desperta,
quando tento adormecer a alma,
comprimindo meu peito,
trazendo à memória
o rosto amado de quem partiu.

Luto — uma dor que jamais nos diz adeus!

Autoria: Guiomar Rocha 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

 


                                            ESTOU NO ÚLTIMO VAGÃO
Todos os anos os papais do Martín

Levavam-no para a avó,
para passar as férias de verão,
e eles voltavam para casa
no mesmo trem no dia seguinte.
Um dia a criança disse aos pais:
′′ Já estou crescido.
Posso ir sozinho para casa da minha avó?".
Depois de uma breve discussão
Os pais aceitaram.
Eles estão parados esperando a saída do trem. Despedem-se do seu filho dando-lhe
algumas dicas pela janela,
Enquanto Martin lhes repetia:
′′ Eu sei
Já me disseram isso mais de mil vezes ".
O trem está prestes a sair
e seu pai murmurou aos ouvidos:
′′ Filho, se você se sentir mal ou inseguro,
Isso é para você!".
E ele colocou algo no bolso dele.
Agora o Martin está sozinho,
sentado no trem como queria,
sem seus pais pela primeira vez.
Admira a paisagem pela janela,
Ao seu redor alguns desconhecidos se empurram,
Fazem muito barulho.
Eles entram e saem do vagão.
O supervisor faz alguns comentários
sobre o fato de estar sozinho.
Uma pessoa olhou para ele com olhos de tristeza.
Martin agora está se sentindo mal
a cada minuto que passa.
E agora ele está com medo.
Abaixou a cabeça e...
se sente encurralado e sozinho,
com lágrimas nos olhos.
Então lembra-se que o pai
Lhe colocou algo no bolso dele.
Tremendo, procurou o que o pai lhe colocou.
Ao encontrar o pedaço de papel leu-o,
nele está escrito:
′′ Filho, estou no último vagão!”
Assim é a vida,
Nós devemos deixar nossos filhos ir embora.
Nós devemos confiar neles.
Mas nós sempre estaremos
no último vagão, vigiando,
caso eles tenham medo ou caso eles encontrem
obstáculos e não saibam o que fazer.
Temos que estar perto deles,
enquanto ainda estivermos vivos,
O filho sempre precisará dos seus pais.
(Desconheço o autor)
Revisado e atualizado por
Marcus Vinicius Keche Weber

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

 

                                 SURFISTAS DE ENSEADA DOS CORAIS


Deslizam sob espumas brancas, as surfistas,
vestidas de bronze, coroadas de sol.
Cobertas de espumas, ressurgem nas ondas, 
Domando as agitadas vagas do mar.

Soberanas, bem talhadas e resolutas,
sobre suas pranchas coloridas, dançam.
Donas do surfe, conhecem o segredo
da eustasia do mar que jamais cansa.

Entre surfistas malhados e experientes,
elas dançam nas ondas, no bamboleio do mar.
Não temem tempestades ou fortes ventos:
São rainhas da Enseada dos Corais a brilhar.

 Por Guiomar Barba
08.02.2021