DEIXE-ME SER EU
Não queira fazer de mim um livro,
onde desenhes a teu gosto,
colorindo com tuas cores preferidas
o que é apenas meu querer.
Não tentes silenciar-me — pois já descobri
a importância das vozes ao meu ouvido.
Aprendi a discerni-las — posso escolher
falar como gralhas ou cantar melodias.
Compreendo que um grande ego
gera uma vida pequena, sem luz.
Percebo também que, nos escombros /
do meu ser, residem experiências.
Entende, pois: nossa cognição
é raiz de nossas profundas diferenças.
Somos de uma mesma espécie,
mas nunca de um mesmo saber.
Por Guiomar Barba
10.02.2018

Nenhum comentário:
Postar um comentário