sexta-feira, 20 de outubro de 2017

    A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre


CONTRADIÇÃO

De tantos poços secos, poluídos, bebi
Quantas vezes só ouvi o meu próprio eco
Como uma magia de encontros passados
Fantasmas assombrando a minha mente
Com traumas lúcidos sem identidades
Quantas noites com o sol causticante
Quantos dias com estrelas errantes
Confundiram as minhas indagações
Não! Não haviam respostas plausíveis
Olhei para o calvário ensanguentado
Contemplei a mais cruel cena de dor
Ali estava a mais torpe de todas as injustiças
A mais repulsante ironia dos homens
O Nazareno sobrepondo-se ao moralismo
À hipocrisia burlesca destas aberrações
Em uma tosca cruz, ergueu o seu condão
Em um único e inigualável gesto de AMOR.
Por Guiomar Barba
30.06.2016

Nenhum comentário:

Postar um comentário