Como uma ferida inflamada.
Dominada por secreção amarelada
Que se recusa a sarar.
Dominada por secreção amarelada
Que se recusa a sarar.
Que dor esta, mais pujante...
Dilacera-me o peito,
Esmaga-me o espírito,
Prende-me a respiração.
Dilacera-me o peito,
Esmaga-me o espírito,
Prende-me a respiração.
Fui cortada desde o umbigo.
Engatinhei sobre pedras.
Cresci entre flores silvestres,
Corri atrás das borboletas.
Engatinhei sobre pedras.
Cresci entre flores silvestres,
Corri atrás das borboletas.
Armei meu próprio céu de estrelas,
Tirei notas do rugir do vento,
Refresquei-me nas tempestades,
Ganhei cor sob o ardor do sol.
Tirei notas do rugir do vento,
Refresquei-me nas tempestades,
Ganhei cor sob o ardor do sol.
Nenhuma pedra atalhou meu caminho.
Nem noites escuras me fizeram tropeçar.
Mas esta dor inclemente me alcançou.
E eu não paro mais de sangrar.
Nem noites escuras me fizeram tropeçar.
Mas esta dor inclemente me alcançou.
E eu não paro mais de sangrar.
Guiomar Barba.

Nenhum comentário:
Postar um comentário