Eu, Raabe, mulher escrava da deusa prostituição,
dos caprichos de seus devotos cativa
No cimo da condenada muralha
Em minha triste solidão, da minha janela
Por algum momento, vislumbrava:
No deserto do sul
vindo o meu resgate.
Quem dera livre desse meu mundo profano, da minha vil identidade!
Nas ruas de Jericó entre os mercadores soubera,
Que do Egito, o Deus dos céus e da terra vinha
Ao romper o Mar Vermelho como cortina
sobre suas asas trazendo o seu povo à terra da promessa.
Entre os dias sombrios em Jericó já a mim estranha,
De repente, com o vento sul, jazem a minha porta os mensageiros da esperança
Eu, por uma estranha intuição, de súbito lhes falei: já sei quem sois, do povo do Deus do céu e da terra;
Sem demora lhes roguei: misericórdia para minha miséria de ser quem sou e pertencer a um povo por si já condenado...
Em meu abrigo os escondi
E como Noé, lhes roguei: permitam-me minha família em minha arca salvar
De pronto, favorável me foram, somente que à janela da minha esperança o cordão de fio escarlata atasse e meus entes sobre minha casa os detivesse.
Prontamente os fiz.
Agora, horas, dias a fio na minha resoluta espera...
Enfim, o terrível dia da espada do Juízo sobre o meu povo
Chegou!
Em meio ao caos das chamas, a mim, como canção de alegria, se me declara: bem vinda Oh mulher pela tua fé! recebes com os teus, o resgate do cordão de fio de escarlata
E adentra a corte de Judá,
A sagrada linhagem do Messias.
dos caprichos de seus devotos cativa
No cimo da condenada muralha
Em minha triste solidão, da minha janela
Por algum momento, vislumbrava:
No deserto do sul
vindo o meu resgate.
Quem dera livre desse meu mundo profano, da minha vil identidade!
Nas ruas de Jericó entre os mercadores soubera,
Que do Egito, o Deus dos céus e da terra vinha
Ao romper o Mar Vermelho como cortina
sobre suas asas trazendo o seu povo à terra da promessa.
Entre os dias sombrios em Jericó já a mim estranha,
De repente, com o vento sul, jazem a minha porta os mensageiros da esperança
Eu, por uma estranha intuição, de súbito lhes falei: já sei quem sois, do povo do Deus do céu e da terra;
Sem demora lhes roguei: misericórdia para minha miséria de ser quem sou e pertencer a um povo por si já condenado...
Em meu abrigo os escondi
E como Noé, lhes roguei: permitam-me minha família em minha arca salvar
De pronto, favorável me foram, somente que à janela da minha esperança o cordão de fio escarlata atasse e meus entes sobre minha casa os detivesse.
Prontamente os fiz.
Agora, horas, dias a fio na minha resoluta espera...
Enfim, o terrível dia da espada do Juízo sobre o meu povo
Chegou!
Em meio ao caos das chamas, a mim, como canção de alegria, se me declara: bem vinda Oh mulher pela tua fé! recebes com os teus, o resgate do cordão de fio de escarlata
E adentra a corte de Judá,
A sagrada linhagem do Messias.
Por Jairo Cavalcanti Rocha (Meu mano)

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