Se não existem ouvidos sensíveis à minha pausa,
por que deixar que a amargura seja a nota desferida?
Melhor calar as vozes com meu próprio silêncio,
abafando sons distorcidos que confundem a alma.
por que deixar que a amargura seja a nota desferida?
Melhor calar as vozes com meu próprio silêncio,
abafando sons distorcidos que confundem a alma.
Envolver-me no sopro acariciante da meditação,
fragmentar-me dentro de mil questionamentos,
envolvendo cada partícula em respostas plausíveis,
saboreando cada dúvida na promessa do amanhã.
fragmentar-me dentro de mil questionamentos,
envolvendo cada partícula em respostas plausíveis,
saboreando cada dúvida na promessa do amanhã.
O amanhã não tem pressa — ele surge antes de nascer o sol
que morreu para o ontem. Talvez sem nuvens, ou sombrio,
não me desgasto com previsões: sinto a carícia do novo,
que transformarei numa embriagante taça de vinho.
que morreu para o ontem. Talvez sem nuvens, ou sombrio,
não me desgasto com previsões: sinto a carícia do novo,
que transformarei numa embriagante taça de vinho.
Sorverei cada gota do cálice, conferindo sabor ao paladar;
não serão de prazer os meus anseios — isto é pura ilusão.
Se amargo, me aguçará os sentidos; transcenderei a visão,
Trilharei em demanda de sonhos reais, nunca esquecidos.
não serão de prazer os meus anseios — isto é pura ilusão.
Se amargo, me aguçará os sentidos; transcenderei a visão,
Trilharei em demanda de sonhos reais, nunca esquecidos.
Sou obstinada, eu sei. Não meço o caminho, não vejo a noite;
espanto os fantasmas e piso as sombras sem sobressaltos.
Não temo o piar da coruja, os mitos das florestas escuras —
vejo o céu deslumbrante, mesmo cor de chumbo e sem festa.
espanto os fantasmas e piso as sombras sem sobressaltos.
Não temo o piar da coruja, os mitos das florestas escuras —
vejo o céu deslumbrante, mesmo cor de chumbo e sem festa.
Se eu regressar da minha longa caminhada, virei sorrindo:
não deixarei nada para cumprir no amanhã, que talvez nunca virá.
Se perceberem que não retornei, estou feliz. —
não era uma quimera o que há tempos eu perseguia.
não deixarei nada para cumprir no amanhã, que talvez nunca virá.
Se perceberem que não retornei, estou feliz. —
não era uma quimera o que há tempos eu perseguia.
Por Guiomar Barba.
01.02.2012
01.02.2012
16 comentários:
Eúde Amor 1 de fevereiro de 2012 21:14
Gente, eu tenho uma amiga poeta!
"...transcenderei a visão
Trilharei em demanda de sonhos reais nunca esquecidos..."
Esse é o verso que mais se encaixa à minha realidade. Amei!
Gente, eu tenho uma amiga poeta!
"...transcenderei a visão
Trilharei em demanda de sonhos reais nunca esquecidos..."
Esse é o verso que mais se encaixa à minha realidade. Amei!
Guiomar Barba 2 de fevereiro de 2012 09:34
Qui bom você aqui. Você foi meu segundo amigo virtual que já faz parte do meu mundo real,kkkkkkkkkkk
Persiga seus sonhos, eles poderão se tornar tão reais quanto você é real. Beijo.
Qui bom você aqui. Você foi meu segundo amigo virtual que já faz parte do meu mundo real,kkkkkkkkkkk
Persiga seus sonhos, eles poderão se tornar tão reais quanto você é real. Beijo.
Rô 2 de fevereiro de 2012 14:00
Eita mana, ta bom demais hein?
O amanhã não tem pressa, ele surge antes de nascer o sol Que morreu para o ontem.
Eita mana, ta bom demais hein?
O amanhã não tem pressa, ele surge antes de nascer o sol Que morreu para o ontem.
Que tal esperemos o novo sem medo? Bjim!
RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ 2 de fevereiro de 2012 21:11
"(..) O amanhã não tem pressa, ele surge antes de nascer o sol
Que morreu para o ontem (...)"
"(..) O amanhã não tem pressa, ele surge antes de nascer o sol
Que morreu para o ontem (...)"
Olá, amiga!
Biblicamente falando, é isto aí.
O novo dia começa com o por do sol e passa uma boa parte do tempo sendo "gerado" pela noite.
Sem dúvida que para renascermos, precisamos também morrer para o ontem e as coisas ruins que para trás vão ficando.
Muita luz em seus caminhos!
Paz.
Guiomar Barba 3 de fevereiro de 2012 19:23
Rô, esta é nossa alegria saber que sempre teremos um novo dia. Beijo
Rô, esta é nossa alegria saber que sempre teremos um novo dia. Beijo
Guiomar Barba 3 de fevereiro de 2012 19:24
Rodrigão, é bom demais ter você de volta.
"Se o grão de trigo caindo na terra não morrer fica ele só, mas se morrer dá muito fruto."
Rodrigão, é bom demais ter você de volta.
"Se o grão de trigo caindo na terra não morrer fica ele só, mas se morrer dá muito fruto."
Beijo.
Eduardo Medeiros 4 de fevereiro de 2012 13:07
Antes de mais nada: APLAUSOS!!!!
Antes de mais nada: APLAUSOS!!!!
Ah, a poesia...como ele tem energia própria e presença onipresente ainda que intangível aos dedos. Não existe quimera para quem caminha, pois o próprio caminho já em si, realidade tangível aos pés.
Lindo, amiga.
O espírito poético também me envolveu ontem a noite e comentei uma música-poema também com versos(não tão belos como os teus).
depois vai ver. selecoesdoedu.blogspot.com
beijimm
RODRIGO PHANARDZIS ANCORA DA LUZ 5 de fevereiro de 2012 02:50
Pois é. Precisamos morrer para o ego. E, enquanto cultuarmos a nossa própria vida, digo, nossos interesses pessoais num contexto de egolatria, não encontramos a vida (ou o sentido de viver).
Pois é. Precisamos morrer para o ego. E, enquanto cultuarmos a nossa própria vida, digo, nossos interesses pessoais num contexto de egolatria, não encontramos a vida (ou o sentido de viver).
Guiomar Barba 5 de fevereiro de 2012 17:49
Edu, fui lá e li seu comentário, ele tem a sensibilidade dos poetas. Você tem o brilho dos inteligentes além da alma aguçada para o subjetivo que se aninha na alma do poeta.
Beijo amigo, é bom ter você.
Edu, fui lá e li seu comentário, ele tem a sensibilidade dos poetas. Você tem o brilho dos inteligentes além da alma aguçada para o subjetivo que se aninha na alma do poeta.
Beijo amigo, é bom ter você.
Eduardo Medeiros 6 de fevereiro de 2012 20:42
Obrigado, querida, é recíproco!!
Obrigado, querida, é recíproco!!
Mariani Lima 7 de fevereiro de 2012 17:45
Gui, determinação é uma força indispensável para romper com nossas dificuldades. Vou seguir esse verso, não medir o caminho e nem temer a noite.
Bjins!!!Linda poesia.
Gui, determinação é uma força indispensável para romper com nossas dificuldades. Vou seguir esse verso, não medir o caminho e nem temer a noite.
Bjins!!!Linda poesia.
Guiomar Barba 7 de fevereiro de 2012 20:09
Minha amiguinha querida, "Não temas porque Eu estou contigo, não te deixarei, não te desampararei."
Minha amiguinha querida, "Não temas porque Eu estou contigo, não te deixarei, não te desampararei."
Tenho certeza que Ele cumpre e você também sabe desta verdade.
Beijão.
Levi Bronzeado 8 de fevereiro de 2012 22:47
Sua poesia está simplesmente arretada, como diz o nordestino quando quer elogiar (rsrs)
Sua poesia está simplesmente arretada, como diz o nordestino quando quer elogiar (rsrs)
Mas gostei muito desse trecho poético, talvez por combinar com minha alma herética:
Não me desgasto com previsões, sinto a carícia do novo
Que o transformarei numa embriagante taça de vinho
Que o transformarei numa embriagante taça de vinho
Bravooo!!!
Guiomar Barba 9 de fevereiro de 2012 13:55
kkkkkkkkkkkkkkkk Levi meu grande poeta herege, irreverente. Te amo.
kkkkkkkkkkkkkkkk Levi meu grande poeta herege, irreverente. Te amo.
Beijo.
Anônimo 19 de fevereiro de 2012 13:21
minha mulher é poetisa mesmo, felicidades, te amo mucho, fico feliz quando as pessoas reconhecem teu talento (soy tu fan)
minha mulher é poetisa mesmo, felicidades, te amo mucho, fico feliz quando as pessoas reconhecem teu talento (soy tu fan)
David
Guiomar Barba 29 de fevereiro de 2012 18:22
Meu marido, sem você não haveria poesias.
Meu marido, sem você não haveria poesias.
Te amo.

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