domingo, 22 de outubro de 2017

SENHORES E NÃO SERVO


Nós perdemos o poder para testemunhar da luz,
Quando esculpimos os nossos bezerros de ouro,
Para nos entregarmos a macabra dança da carne,
A loucura da orgia que ressalta a nossa licenciosidade.

Escolhemos que as tábuas da lei fossem quebradas,
Sob a ira santa dos verdadeiros profetas de Deus.
Justificamos o nosso desvario com a demora do homem,
Como se pudéssemos calar a voz da verdade.

Nossos olhos estão cheios das luzes mundanas.
Nosso tempo ocupado com os desafios da vida.
Nosso rosário é demasiadamente longo para ser desfiado,
E estamos endurecidos para nos prostrarmos.

A nossa cruz pesada, Cristo carregou por nós.
Já nos entronizamos como reis e sacerdotes
E exigimos que Ele venha a nós com a bacia e a toalha
E atenda a todas as nossas ordens como servo.

O barulho do pranto, o escorrer das lágrimas,
Perturbam a paz, tiram o gozo das nossas festas,
Afastemos os pobres aflitos dos nossos cultos
E nos inclinemos ao nosso Deus mamon.

Por Guiomar Barba.
21.02.2017

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