Se descobres a minha nudez
pelo prazer de mostrá-la,
não estarias cobrindo a tua
com os meus próprios trapos?
Não te escondas sob meus trapos
pelo pavor de que te vejam nua;
porque, por serem tão meus estes trapos,
serão reconhecidos por quem me ama.
Afasta a tua culpa, e encara a tua nudez —
ela será menos feia que meus trapos.
A transparência sempre é cheia de luz;
ou deixa que te amem com teus próprios trapos.
Se a forma com que te mostrares
afastar os teus “melhores amigos,”
não sofras, não lamentes — entende:
eles ainda não estão prontos para amar.
Por Guiomar Barba.

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