
Busco, nas sombras do dia ensolarado,
Uma razão para vê-las refletidas.
Tento escutar no silêncio doído, intenso,
Se há alguma impressão de realidade.
Não sei se a ambiência afetiva, passada,
Me leva a cavernas frias, assombrosas.
Nesta complexão mental, talvez surreal,
Eu me perco da minha própria identidade.
Ambiguidades, vidas se me imiscuíram,
Deixando suas impressões digitais.
Quero diluir as marcas pegajosas
Que ocultam razões nebulosas de amor.
As sombras projetadas pelo crepúsculo
Podem ser melancólicas, mas são reais.
Posso escolher observá-las no silêncio.
Sem pedir a vida nenhum argumento.
Por Guiomar Barba
14,04.2017
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