Ouço gemer o vento
Dentro da minha gaiola.
Meu violino interior
Desfere notas suaves.
Elas rompem o espaço,
Penetram no coração
De transeuntes sensíveis,
Mas retornam para mim.
Trazem-me notícias tristes,
Dos passos lentos, vazios,
Dos homens livres, pobres,
Que não podem cantar.
A minha gaiola dourada,
Cheia de orquídeas e cores
Plantadas por mim,
Não me impedirá de voar.
Voar além das suas grades
Dos seus limites que mentem,
Da sua chave escondida,
Da sua fragilidade...
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