domingo, 22 de outubro de 2017

FIRMEZA


Entre os vários precipícios que me adentram
Sou impulsionada a margear o mais perigoso.
As incertezas, as interrogações, a escuridão,
São ecos que me atraem a este buraco negro.
Nego-me a sepultar as minhas esperanças.
Tantos já criaram cemitérios onde choram.
Das ruínas podem se erguer muralhas.
Preciso aprender a soletrar as experiências.
Trazer a memória o que pode dar esperança
É optar por colocar tijolo por tijolo neste muro,
Na certeza de que nunca faltará a argamassa,
Para unir o material da minha construção.

Por Guiomar Barba
10.06.2017

Nenhum comentário:

Postar um comentário